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Honorável Poetisa

Professora, diretora escolar, redatora, produtora cultural, jornalista-liberal, conferencista, tradutora e, enfim, poetisa (ou poeta, como preferir). Ufa! Todas estas atividades foram realizadas por uma mulher, na primeira metade do século XX. Acrescenta-se a esta lista o ofício de esposa e mãe. É, no mínimo, admirável e invejável tudo o que Cecília Meireles fez numa época em que a maioria das mulheres era criada para ser somente esposa e mãe.
Deixando o olhar biográfico e feminista de lado, Cecília Meireles é o primeiro nome feminino de grande importância para a poesia brasileira. Artista inserida no período modernista brasileiro, sua produção é um marco para a literatura brasileira, posto que foi uma das primeiras mulheres a se destacar pela produção lírica.
Seu trabalho no magistério foi de extrema importância para a sociedade. Fundou a primeira biblioteca infantil do país, lecionou literatura e cultura brasileira em universidades no exterior e fez conferências sobre a l…
Postagens recentes

Mosé, a musa da vida

Filósofa, psicóloga e psicanalista por formação; escritora, professora, poeta ( ou poetisa) por extensão da brilhante carreira de pesquisadora da vida. Essa é Viviane Mosé, uma capixaba mil e uma utilidades quando o assunto é a existência.
Pensar o ser humano rendeu-lhe muito sucesso, uma vez que Viviane popularizou as questões filosóficas seja apresentando um quadro no Fantástico (Ser ou não Ser), ou dando aulas para atores, ou ainda, fazendo palestras em empresas e em instituições, além de ter escrito vários livros sobre esta ampla temática que é a Filosofia.
Sua biografia abarca, também, poesia. Mosé fez parte da turma do Chacal, no CEP 20.000, um sarau de sucesso que acontece no Rio de Janeiro, no Espaço Cultural Sérgio Porto. Antes e depois desta experiência, nasceram Toda Palavra (2008), Pensamento chão (2007), Desato, (2006), Receita para Lavar Palavra Suja (2004), Escritos (1990), Imagem Escrita (1999), 7 + 1, Francisco Alves (1997).
Já na filosofia e na psicanálise, seus e…

Muitas histórias para contar

“A Barbie ensina as crianças a serem putas”; “Acho que o grande problema das mulheres brasileiras é que elas são extremamente machistas”; “ Acho que o funk produziu um machismo de saias”. Você pode não concordar com estas frases, mas quem as pronunciou é autoridade máxima no assunto “comportamento feminino”: Mary Lucy Murray del Priore.

Ex- Professora de universidades de porte, como USP e PUC-RIO, vencedora de mais ou menos 10 prêmios – dentre eles um Jabuti - , pós-doutora pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales e mãe de três filhos, a carioca Mary del Priore é uma famosa historiadora brasileira. Ela entende bem do assunto “mulher”, pois a pesquisadora vem observando e escrevendo sobre nós há muito tempo. Autora dos best-sellers História das Mulheres no Brasil (1997); História do Amor no Brasil (2005) e Histórias Íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil (2010), ela é da opinião que a mulher brasileira atual – na faixa etária de 20 e 30 anos - vive u…

De volta à infância!

Socióloga por formação e escritora por vocação, Ruth Rocha começou no mundo das letras em 1967, quando foi convidada a escrever artigos sobre educação na revista Cláudia. Orientadora educacional do colégio Rio Branco, em São Paulo, ela entendia bem do assunto “educação” e tinha propriedade para falar dele.
A experiência foi o pontapé inicial para que a jovem orientadora educacional Ruth percebesse que levava jeito para a coisa e não deu outra, tomou gosto pela escrita! Os 15 anos trabalhando na coordenação de uma escola somados ao trabalho de articulista na tal revista fizeram-na transformar-se numa das maiores, senão a maior, escritora infantojuvenil do Brasil. Quem nunca leu ou ouviu falar de Marcelo, Marmelo, Martelo? ! E de Bom dia, Todas as Cores? Esses títulos fizeram parte da coleção de livros de crianças de várias gerações.
Em 1967, quando participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, teve a oportunidade de publicar suas primeiras histórias de ficção, dentr…

Orgulho feminino nacional

A paixão pela escrita é a grande motivação para a atividade literária desempenhada pela escritora Nélida Piñon.
Brasileira com descendência galega, Nélida se destaca como um dos maiores nomes femininos da produção literária brasileira da contemporaneidade, e ouso dizer, como um dos maiores nomes da literatura mundial.
Pioneira, foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras no biênio 1996-1997, instituição da qual já integrava como imortal desde 1989.
Escritora premiadíssima, coleciona vários dos mais importantes prêmios do mundo literário internacional. Dentre eles, os de maior destaque foram: o Prêmio Príncipe de Astúria das Letras2005 e o Prêmio Internacional de Literatura Juan Rulfo, em 1995, concedido pela primeira vez a uma mulher e a um autor de língua portuguesa. Recebeu também o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Santiago da Compostela concedido pela primeira vez a uma mulher em 503 anos!
A lista de prêmios importantérrimos que essa ca…

A arte de reescrever

Uma escritora livre. Assim se define Lya Luft, uma das mais influentes romancistas brasileiras,autora de vários best-sellers nacionais.
Formada em Letras, a gaúcha começou sua vida profissional como tradutora, ofício que ela diz amar realizar. Prestando um grande serviço à cultura literária brasileira, suas traduções, de ótima qualidade, contabilizam mais de cem obras atualmente.
Porém, foi como escritora que essa artesã da palavra ganhou maior notoriedade. Seus livros estão entre os mais vendidos do Brasil. E muitos foram traduzidos para mais de 15 países.
Começou sua carreira literária escrevendo poesias, depois foi para os contos, até que, após um processo de autodescoberta, resultante de um acidente quase fatal,resolveu enveredar pelos caminhos da ficção romanesca. Sua bibliografia é extensa: Canções de limiar, 1964;Flauta doce, 1972;Matéria do cotidiano, 1978;As parceiras, 1980;A asa esquerda do anjo, 1981;Reunião de família, 1982;O quarto fechado, 1984;Mulher no palco, …

Índio quer papel e caneta

O povo indígena, que em determinada época possuía uma língua ágrafa, transmitia sua cultura através da oralidade. A transmissão dos conhecimentos, crenças e costumes era toda feita através da língua falada. Isso se estendia para a narração de histórias, que era essencialmente oral. Ao fazer contato com o homem branco, índio aprende a escrever, e é através da língua escrita que podemos hoje ter acesso a toda a cultura indígena e o que é melhor, conhecer sua visão dos fatos, seu olhar para o mundo. Tudo isso porque índio agora não só escreve, mas é escritor.
Finalmente temos, no Brasil, literatura indígena, leia-se, literatura feita por índios. Antes, há muitos anos, tínhamos literatura indianista, histórias sobre os índios, cujo maior expoente foi José de Alencar, com seu O Guarani. Mas faz um certo tempo que um grupo de escritores indígenas vem fazendo barulho no cenário literário brasileiro. Dentre esses escritores destaca-se um nome, Eliane Potiguara. Mulher, índia e escritora. …