domingo, 6 de abril de 2008

Como se faz para chegar em Marte?



E você, senhorita? Já passou de uma certa idade e ainda não arranjou namorado ou não se casou? Não consegue parar com ninguém e todos os seus relacionamentos dão errado antes mesmo de começarem? Sua vida amorosa está empacada e mal-resolvida? Então, amiga, bem-vinda ao clube das encalhadas!
Foi a partir das situações próprias deste perfil feminino que Mônica Martelli escreveu sua peça: Os homens são de Marte.... E é pra lá que eu vou. Situações essas, que a própria conheceu muito bem.
Mônica Martelli já foi maquiadora, modelo e fez várias participações em programas e novelas da Rede Globo. Porém, nunca havia feito nada de significativo na sua profissão de atriz, apesar de já ter se formado na CAL(Casa da Artes de Laranjeiras). Estava numa pindaíba quando resolveu fazer uma vaquinha na família e arriscar a montagem de uma peça teatral. Decidiu escrever um texto a partir de suas frustradas experiências amorosas. Peça montada, texto pronto e a própria Mônica como intérprete. Não deu outra: a peça está sendo um sucesso.
Retratando as peripécias de Fernanda, uma jornalista solteira de 35 anos em busca do homem ideal, a peça parte para o lado humorístico dos encontros e desencontros típicos da mulher desesperada para casar. Seu sucesso se deve principalmente à identificação direta do público feminino, posto que retrata o perfil da mulher do século XXI: independente e bem-sucedida finaceiramente, mas... infeliz no amor.
Agora, Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou - que está na promessa de se transformar em filme e livro - virou referência para mulheres que, assim como sua autora, passam ou passaram por dificuldades de se encontrar no amor. "Não era pra ser" virou bordão da mulherada que se reconhece na peça.
E você, também se reconheceu? Fique tranqüila, pois acontece nas melhores famílias. Mas, a propósito, como se faz para chegar em Marte?